
domingo, 18 de setembro de 2011
Cogito ao espelho

Musicologia da alma
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Elle

segunda-feira, 12 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Elegância existencial
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
O olho invisível

quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Agnosticismo literário
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Imaginação zen
Rostos entre parênteses

Quando o telefone não toca

domingo, 31 de julho de 2011
Lógica afectiva
domingo, 24 de julho de 2011
A arte ou a vida
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Belas amígdalas
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Regador de palavras
Ainda não me esqueci da senha. Abro a porta devagar, quase a medo, aquele medo informe que até a imaginação se recusa a preencher. Passo os dedos ao de leve pelo teclado da Hermes Baby e dou passos cuidadosos, não vá pisar alguma fotografia ou ilustração que tenha esvoaçado. Pelo caminho tropeço num asterisco que está fora do sítio, como um sapato esquecido. Devia ter acendido a luz, mas tenho esta mania de andar às escuras pelo corredor, a imitar os gatos. Tiro uma teia de aranha dos tags, desejando que a aranha já tenha encontrado outro canto na casa. Olho pela janela enquanto tento adivinhar quem terá regado as palavras durante a minha ausência.domingo, 19 de junho de 2011
Teclado desobediente
Há uns meses, o teclado do meu MacBook Pro (que até no nome promete ser profissional) começou a desobedecer-me. Quando escrevo gosto, transforma a palavra em gusto, quando teclo creme, altera para crème. Como se fosse um pequeno animal doméstico (estou a ponderar a hipótese de um gato disfarçado de portátil), tem actos de aparente capricho e falta de lógica. Com gusto, pensei que queria que escrevesse em espanhol, com crème, suspeitei de tendências francófonas, mas esta semana, teimou em tornar inglesa a palavra intelectual (enquanto escrevia este post, só à terceira deixou que a minha vontade prevalecesse e não duplicou o l). E há minutos, descobri que eterna fica imediatamente eternal. Como se o meu Word fosse um tradutor instantâneo de certas palavras para outras línguas. E sim, ele está seleccionado na language Portuguese.
domingo, 29 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
A namorada de Nozolino
Numa das suas raras entrevistas (ao Expresso, a Clara Ferreira Alves), o fotógrafo Paulo Nozolino conta que aos 17 anos tinha uma namorada que adorava e que terminou tudo com ele de repente. Não podia ser. Ele nem sequer tinha uma fotografia dela. Foi a correr a casa buscar a Kodak Instamatic do seu pai e tirou-lhe várias fotografias. Nunca mais a viu, mas decidiu tornar-se fotógrafo nesse dia.sexta-feira, 20 de maio de 2011
Prova de morte
Talvez a fotografia seja a possibilidade de guardarmos a perda. Uma espécie de bálsamo doloroso que nos consola até ao preciso ponto em que se torna uma dor. Uma prova de vida e, por isso mesmo, uma prova de morte.







