segunda-feira, 12 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Elegância existencial
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
O olho invisível

quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Agnosticismo literário
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Imaginação zen
Rostos entre parênteses

Quando o telefone não toca

domingo, 31 de julho de 2011
Lógica afectiva
domingo, 24 de julho de 2011
A arte ou a vida
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Belas amígdalas
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Regador de palavras
Ainda não me esqueci da senha. Abro a porta devagar, quase a medo, aquele medo informe que até a imaginação se recusa a preencher. Passo os dedos ao de leve pelo teclado da Hermes Baby e dou passos cuidadosos, não vá pisar alguma fotografia ou ilustração que tenha esvoaçado. Pelo caminho tropeço num asterisco que está fora do sítio, como um sapato esquecido. Devia ter acendido a luz, mas tenho esta mania de andar às escuras pelo corredor, a imitar os gatos. Tiro uma teia de aranha dos tags, desejando que a aranha já tenha encontrado outro canto na casa. Olho pela janela enquanto tento adivinhar quem terá regado as palavras durante a minha ausência.domingo, 19 de junho de 2011
Teclado desobediente
Há uns meses, o teclado do meu MacBook Pro (que até no nome promete ser profissional) começou a desobedecer-me. Quando escrevo gosto, transforma a palavra em gusto, quando teclo creme, altera para crème. Como se fosse um pequeno animal doméstico (estou a ponderar a hipótese de um gato disfarçado de portátil), tem actos de aparente capricho e falta de lógica. Com gusto, pensei que queria que escrevesse em espanhol, com crème, suspeitei de tendências francófonas, mas esta semana, teimou em tornar inglesa a palavra intelectual (enquanto escrevia este post, só à terceira deixou que a minha vontade prevalecesse e não duplicou o l). E há minutos, descobri que eterna fica imediatamente eternal. Como se o meu Word fosse um tradutor instantâneo de certas palavras para outras línguas. E sim, ele está seleccionado na language Portuguese.
domingo, 29 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
A namorada de Nozolino
Numa das suas raras entrevistas (ao Expresso, a Clara Ferreira Alves), o fotógrafo Paulo Nozolino conta que aos 17 anos tinha uma namorada que adorava e que terminou tudo com ele de repente. Não podia ser. Ele nem sequer tinha uma fotografia dela. Foi a correr a casa buscar a Kodak Instamatic do seu pai e tirou-lhe várias fotografias. Nunca mais a viu, mas decidiu tornar-se fotógrafo nesse dia.sexta-feira, 20 de maio de 2011
Prova de morte
Talvez a fotografia seja a possibilidade de guardarmos a perda. Uma espécie de bálsamo doloroso que nos consola até ao preciso ponto em que se torna uma dor. Uma prova de vida e, por isso mesmo, uma prova de morte.
Alain de Bottom & queijo Tigre
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Vida interior
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Gramática da vida
O gerúndio é o único tempo verbal em que a vida corre em câmara lenta. Só nele se desdobra o tempo como se fosse uma história em papel. Só nele se capta a luz escondida dos verbos que desejam acção. Só nele se embala a música das sílabas dançantes. O gerúndio é a promessa da eternidade que se espreguiça no presente, mesmo debaixo dos olhos da vida.








