
As mãos falam, são uma espécie de legenda do rosto. É o que nos diz o cinema de Rohmer, que preferia o plano americano ao grande plano, para mostrar o jogo das mãos que seguram entre os dedos as expressões que o rosto esconde.

São dois suecos, famosos por motivos muito distintos. Um, veste as casas de meio planeta com muitas cores e formas minimais; o outro, coloca a nossa alma a nu e mostra-nos o seu design secreto, preferencialmente a preto e branco. Há vidas em que eles se cruzam, quando um móvel do Ikea alberga os filmes de Bergman. Em quantas casas no mundo inteiro acontecerá isso?


