
sexta-feira, 10 de julho de 2009
The Hungry Eye # 15

sexta-feira, 3 de julho de 2009
The Hungry Eye # 14

The Hungry Eye # 13
The Hungry Eye # 12

"Coleccionar fotografias é coleccionar o mundo".
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Dicionário não-etimológico: "sólidas"

terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
À procura de uma legenda

quarta-feira, 24 de junho de 2009
Alice # 29 / O sorriso do gato
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O leque

terça-feira, 12 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
The Hungry Eye # 7
sexta-feira, 8 de maio de 2009
The Hungry Eye # 6

As fotografias também envelhecem, embora a uma velocidade muito diferente daquela a que envelhecem os seres fotografados. As fotografias nascem no momento em que foram tiradas e reveladas. Às vezes, têm menos 2 anos do que o bebé que mostram, outras, menos 34 anos do que a fotógrafa fotografada. A fotografia chega sempre atrasada à vida (seja um segundo ou várias décadas), embora eternize o momento. Como vivem noutra temporalidade, as fotografias envelhecem devagar. Nelas, as rugas são as dobras de papel, o tempo é o amarelo insidioso que as invade lentamente e as queima por dentro, a memória é o seu desaparecimento dentro de uma caixa de sapatos ou o seu aparecimento inesperado no meio de um livro. As fotografias vivem para lá da morte dos seres fotografados. Imortalizam-nos, embora não os possam ressuscitar. Apenas fixam o momento que eternizaram, cada vez com menor nitidez, até se desfazerem em luz e pó. As fotografias envelhecem como as cartas escritas, fotografias reveladas com palavras. O destinatário das fotografias e das cartas é o "para sempre". Algures no caminho, ambas se perdem.
domingo, 3 de maio de 2009
The Hungry Eye # 5
sábado, 2 de maio de 2009
Alice # 26 / Entrar numa porta

sexta-feira, 1 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
The Hungry Eye # 1

domingo, 26 de abril de 2009
Parabéns, Ludwig!

Parabéns, Ludwig ! Faz hoje 120 anos que nasceste. Não te esqueças: se alguém te perguntar que idade tens, é isso mesmo que deves responder. Tens 120 anos, o que fará de ti, sempre, um recém-nascido ao pé de Sócrates, mas um velho sapiente junto de Umberto Eco. Quando nasceste, Picasso tinha oito anos e já era uma criança prodígio. Quando nasceste, Fernando Pessoa tinha 10 meses e aprendia a gatinhar, ignorando desassossegos ou heteronímias. Quando nasceste, em 26 de Abril, nasceram nesse mesmo mês dois ditadores: Salazar e Hitler. Hitler adiantou-se seis dias a ti e Salazar atrasou-se dois. Quem diria, tu no meio de dois ditadores. Mas a História tem algo de cómico e dez dias antes de ti tinha nascido Charlie Chaplin, que talvez te tenha feito rir muitos anos mais tarde. Quando nasceste, a Torre Eiffel tinha sido inaugurada poucos meses antes, na mesma cidade em que nasceu, nesse mesmo ano, Jean Cocteau. Em 1889, os deuses deram vida a outro filósofo, talvez para teres um interlocutor com quem discutir: Martin Heidegger. Mas os vossos caminhos feitos de madeira e pensamento foram diferentes. Quando nasceste, o teu irmão Paul já era uma criança triste. Quando nasceste, decidiste que ias ser filósofo, embora pudesses ter sido cientista, jardineiro, arquitecto ou inventor. Decidiste escrever um tratado, esquecido de que a lógica esgota a esperança e que pensar é uma actividade de funâmbulo. É preciso acreditar que não se vai cair do fio do pensamento. Afinal, ele é feito de frágeis, escorregadias e ambíguas palavras. Mas isso, sabes tu melhor do que ninguém. Na hora da morte, disseste: "Tell them I had a wonderful life". Há vidas em que apetece acreditar.








