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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Alice # 4 / A infância

Quando lhe perguntaram o que queira ser quando fosse grande, respondeu sem hesitar: pequena.

Alice # 3 / O outro

O outro é o ser que pode existir sem nós. É por isso que é a promessa de um diálogo, mesmo que responda em língua de gato. É o olhar do outro que nos faz existir, não o olhar do espelho. Porque esse olhar ainda é nosso, tal como as palavras que ainda não dissemos. E a que ele vai responder na única língua que conhece: a língua do outro. O silêncio é um espelho cego.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Alice # 2 / As meninas

As verdadeiras mulheres continuam a ser tratadas pelo mundo por “meninas”, como se o tempo tivesse parado de um dos lados do espelho.

Alice # 1 / A memória

Não podemos voltar a um tempo que já passou. Da mesma forma que não podemos entrar num espaço que já não existe. A infância na praia de São Martinho do Porto e um jantar no snack-bar das Galerias Ritz equivalem-se como memórias. Ambos podem apenas ser visitados à distância, como quem olha para uma ferida aberta que os dedos não se atrevem a tocar. Não é isso a memória? Um espelho que não reflecte a realidade?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Alice # 0 / A inocência

O que aconteceria se a inocência se pudesse ganhar, e não apenas perder?